quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MUDANÇA DE ENDEREÇO: www.educarparadiversidade.blogspot.com

Oi, pessoal, estou me mudando para outra conta do google, então este blog será apagado em breve. Mudo apenas por uma questão de conveniência mesmo, então, tudo continua como antes, mas o endereço novo terá um A a menos:
http://www.educarparadiversidade.blogspot.com/

Olha lá, entre a palavra "para"  e a palavra "diversidade" não tem mais o A.

Espero que continuem comigo no novo endereço! Espero por vocês!

Beijos!

domingo, 26 de julho de 2009

Campanha da Prefeitura de Curitiba contra o abandono

O site é uma graça e a mensagem mais do que necessária: não abandone seu animal de estimação!
 Foi criado pela Prefeitura de Curitiba, capital do meu Estado, e espero, sinceramente, que toque o coração das pessoas. 
Mais ainda, espero que toque o coração das crianças, porque é a partir delas que teremos um mundo mais ou menos solidário. 
É o que mostramos às crianças que vai mudar o mundo ou não. 
Ainda, tudo depende de cada um de nós. 
Visite o site, você vai gostar! 
Depois divulgue o máximo que puder. 
Bjs!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Abaixo-assinado por lei que proíba a eutanásia emanimais sadios no Paraná!

Recebi o e-mail abaixo de uma amiga. Vale muito a pena repassar, pedir ajuda, fazer algo bem "facinho" para ajudar os animais!


O Flávio Mantovani está lançando um abaixo-assinado para criar no Paraná uma lei que proíba a eutanásia de animais saudáveis, nos Centros de Controle de Zoonoses. Essa lei já existe no Rio Grande do Sul e uma lei feita aqui proibia, mas vigorou só por 2 anos. Quando o CCZ passou a operar, criou um novo Código Municipal de Saúde e revogou a lei! o link está no blog do Rigon e aqui abaixo:

Assine no blog:
Obrigada para a Fernanda, do blog  "Quer um bicho?" que me enviou! 

domingo, 19 de julho de 2009

Simon's Cat

Criando um amigo - Instituto Nina Rosa






DENUNCIE MESMO!!!!!

Do site Cachorro Paraguaio. com

Merece uma visita!

sábado, 18 de julho de 2009

Cidade Amiga dos Animais, excelente idéia do site ANIMALIVRE

Cidade Amiga dos Animais, compromisso com a cidadania

Vininha F. Carvalho

O projeto ""Cidade Amiga dos Animais está conseguindo atingir seus objetivos. Muitos munícipios se manifestam interessados em participar desta iniciativa, que visa despertar o compromisso do Turismo para com a cidadania, promovendo a defesa dos direitos dos animais. O bem estar animal não pode mais ser considerado pelas autoridades e pela comunidade, como um ato de caridade, mas, como uma obrigação legal.

O respeito ao direito dos animais precisa ser encarado como um potencial turístico, pois demonstra que existe na cidade um alto grau de civilidade. Não adianta ficarmos apenas cobrando uma atitude das Secretarias de Turismo, precisamos motivá-los a se destacarem como exemplo para outras cidades, realizando um trabalho de dedicação aos animais. É mais fácil, convencermos alguém a mudar de atitude frente a uma situação, através de um bom exemplo, que esta trazendo resultados positivos a todos, do que simplesmente criticá-lo.

O fundamental é levantarmos a bandeira : "Turismo exige Cidadania", ressaltando o envolvimento da comunidade local com o bem estar dos animais. Qualidade de vida é um atrativo turístico muito forte e, precisa ser reconhecido e divulgado, para se transformar num diferencial muito importante, capaz de atrair cada vez mais visitantes.

A proposta é engajar novos aliados, fortalecendo a responsabilidade social, que necessita ser exercitada por todos os cidadãos, no que diz respeito ao direito dos animais.Serão divulgadas as cidades que mereçam ser destacadas e incentivadas pelo trabalho realizado no munícipio em prol dos animais .O Turismo é uma bandeira muito forte e poderá trazer enormes benefícios se soubermos conciliá-lo a esta nobre causa.

Com o intuito de mobilizar a sociedade para que abrace a causa animal, o seu munícipio podera participar do projeto ""Cidade Amiga dos Animais. A solução para os problemas enfrentados pelos animais precisa ser desejada por todos : comunidade, poderes públicos e com apoio dos meios de comunicação.

Como profissional, atuando na área de Turismo, reconheço que os prefeitos manifestam um grande interesse em valorizar a imagem positiva da cidade. Através do"Cidade Amiga dos Animais", é possível demonstrar que no munícipio existe um compromisso sério de respeito a todas as formas de vida.

Como defensora do direito dos animais, comprometo-me a apresentar o potencial turístico de sua cidade, com dados colhidos junto a Prefeitura Municipal de seu munícipio, com apoio da Secretaria de Turismo e o trabalho realizado em prol dos animais, nos portais que coordeno, inclusive no Portal Animalivre ( www.animalivre.com.br), Portal Revista Ecotour ( www.revistaecotour.com.br), Guia Defesa dos Animais ( www.sobresites.com/animais), entre outros .


Para indicar uma cidade , envie um email para assessoria@animalivre.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Não abandone!

Posted by Picasa

Posted by Picasa

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um blog muito legal....e muitas idéias depois.



Encontrei um blog muito legal, que me levou a outros sites muito legais e me fez pensar....É que esses dias ando meio para baixo com a situação do mundo...
Sei,é muito doido isso.
Talvez eu não consiga fazer nada mesmo para mudar o planeta, mas, pelo menos, estou preocupada. acho que já estou em outro patamar, né?

Não quero ser com um conhecido meu que me disse não estar preocupado com o futuro do planeta porque não conheceria os bisnetos e outros descendentes, por isso eles não eram importantes. Santo Deus, não consigo ser tão despreocupada assim! Tenho certeza de que meus filhos vão ver coisas ruins acontecendo ao planeta e netos e bisnetos também verão e não gostaria de me sentir culpada por não ter feito o que eu podia fazer.



Além disso, quem falou que os outros terráqueos humanos e não-humanos que viverão na Terra não têm o direito de ter um lugar legal para viver? Como é que eu posso pensar que tenho o direito de acabar com o planeta agora, se ele não é meu? É de todos nós, inclusive dos que não nasceram ainda e de todas as espécies....Não somos todos terráqueos?



Sim, a Terra é minha, sua e de todo mundo qu eestá aqui.

Ah, o blog que me encantou é o Sustentável: http://blogsustentavel.wordpress.com/
E eu gostei dele desde o título até a apresentação, que colei aí embaixo:

"Viver de modo sustentável é pensar o impacto que cada ação sua vai causar no mundo. Isso não se restringe ao meio-ambiente, vai desde o bom-dia sorridente para o porteiro do prédio até o seu voto nas eleições presidenciais. O Blog Sustentável é para apoiar qualquer tipo de prática que, de alguma forma, procura tornar o mundo um lugar mais agradável (ou até mesmo tolerável) pra se viver."

Pois é, ele vai além do conceito mais comum de sustentabilidade, abarca toda a vida cotidiana com uma filosofia de vida em que eu acredito: seja gentil para com as pessoas, o máximo possível, sem ser subserviente, nem metiroso, nem falso. É possível dizer as coisas que se precisa dizer de maneira gentil, sem querer intecionalmente ferir. Precocupe-se com o ambiente psicológico também, com as outras pessoas, não custa nada... Ser gentil não custa nada.

Isso, claro, me lembrou da música da Marisa Monte (veja aqui). E do Profeta Gentileza.
Bem, por meio do Sustentável cheguei ao Projeto Gentileza gera Gentileza http://www.gentileza.net/, que eu não vou descrever aqui porque faço questão de divulgar o site.

Aliás, olha o selo deles:
Gentileza Gera Gentileza

Ah, voltando para o Sustentável, é interessante anotar de onde vem a inspiração para site. De um Vídeo chamado The History of Stuff. Que vc pode assistir aqui.


terça-feira, 23 de junho de 2009

O que fazer para mudar este mundo?

Esta é a pergunta que me tem acompanhado estes dias... Pergunta difícil, ampla demais, diz a minha metade pesquisadora....Na verdade, um sentimento de frustração generalizada tem me acompanhado...Tudo por que li umas coisas esquisitas....


Li que, em 2009, teremos mais, muitos mais, desnutridos no mundo, principalmente na Ásia e África, mas também na América do Sul...Li que parte dos acidentes de avião poderia ser evitada se as companhias não se preocupassem tanto com questões comerciais...Li que é chegada a época de abandono de animais na europa por causa das férias....Li que nos EUA, a crise tem feito os donos de animais abandoná-los também....Sei lá, parecem não ter muito a ver uma coisa com a outra, mas para mim, têm tudo a ver.....

Não sei, não. Não parece que tem alguma coisa errada?

Porque alguém compra um carro de luxo se tem gente que não tem o que comer? E o que essa pessoa que tem um carro de luxo poderia fazer para resolver a fome de algumas pessoas, senão do mundo? Onde ela deveria atuar? O que poderia fazer para dar de comer a centenas de pessoas que estão sob regimes ditatoriais? Centenas de milhares de refugiados, de banidos, de vítimas da guerra....

Fico pensando que, para mim, um carro de luxo é uma coisa desnecessária, mas também é esse comércio que move o mundo e dá emprego para sustentar outras pessoas. Fico me perguntando se eu compraria um carro de luxo ou um iate se tivesse dinheiro para isso, se me acabaria em lojas lindas, comprando, comprando, comprando...Será que eu estaria preocupada com a fome no mundo? Será que a situação dos animais me preocuparia? Não é difícil de saber, mas não vou contar, ninguém acreditaria mesmo....

Mas, o que eu deveria fazer? Como interceder pelas crianças e pelos animais?

Aqui na Internet, vemos que há muitas pessoas preocupadas, mas o que elas têm podido realmente fazer?

O que eu posso fazer? Tantas pessoas já falaram, já fizeram um monte de coisas geniais, já protestaram com seus corpos e almas, já deram dinheiro, já construíram casas....E tudo continua como antes....Ou não? Alguém aí tem uma boa notícia para me dar? Estou precisando....
Ainda há muita criança sem entender nada, apenas com fome, e muitos animais abandonados na estrada....
Beijos!




quarta-feira, 20 de maio de 2009

PROJETO VIDA UEL!


O Projeto Vida está criando um banco de sangue para cães no Hospital Veterinário de Londrina. Esse é um passo muito importante no caminho para um atendimento mais completo e efetivo no HV e é também um modo de salvar muitas vidas! 

Ajude trazendo seu cão com mais de 28 quilos ou divulgando o trabalho! Converse com seus amigos, deixe uma etiqueta do projeto no seu blog ou comunidade....Vamos lá, amigo ou amiga, faça a sua parte! 

Transforme seu amigão em um herói! 

Informações: clique no link do Blog Projeto Vida - UEL Blogspot

O Projeto também tem uma comunidade no Orkut! Visite! 

sábado, 2 de maio de 2009

O que você pode fazer pelos animais? Sugestões...

Estava aqui postando o recado de agradecimento do Instituto Nina Rosa e comecei a pensar sobre as coisas que podemos fazer pelos animais. Cada um de nós. Um. Cada um mesmo... Só eu ou só você.... Surgiram algumas idéias...Não sei se são fáceis ou possíveis ou práticas. Talvez algumas não sejam nada disso...Mas, enfim, vou postar aqui! Pode dar mais idéias se você quiser, ok?


1. Imprimir cartazes para colocar em locais bem visíveis no lugar onde você mora e onde trabalha. Essa idéia nem é minha, viu? Vi na prefeitura alguns cartazes e achei muito legal.

2. Imprimir folhetos ou tirar xerox e deixar no pet shop onde você leva seu bichinho para tomar banho ou no seu veterinário. Sim, ele vai deixar, sim! Muitos pet shops e lojas de ração colocam animais para doação. Eles também se importam.
Folhetos e cartazes podem ser encontrados facilmente na Internet!

3. Ah, não comprar animais! De jeito nenhum, sob nenhum pretexto! Lembre-se: se você compra, um a mais na rua! Existem cachorrinhos e gatinhos de raça abandonados, sabia? Se você tem especial predileção por uma raça, por um tamanho, por uma cor, sei lá mais o quê, peça na nossa comunidade ou em um site de doação de animais... Demora um pouco, mas você consegue, sim!

4. Mas, lembre-se: "mestiços brasileiros" (antigos vira-latas) são mais fortes, por isso dão menos despesas, portanto, que animais de raça. Claro que precisam de alimentação adequada, veterinário e banhos periódicos, como os outros, mas por causa da mestiçagem tendem a ser mais resistentes a muitas das doenças que são fatais para peludos de raça....E existem em muitas variedades!

5. Castre seu amigão ou amigona o mais rápido que puder!
Olha, a castração faz com que, a longo prazo, você economize. Sabe por quê? Seguinte: em fêmeas, diminui as chances de câncer de útero, trompas, entre outros. Em machos evita as brigas por reprodução, as fugas...Para qualquer sexo, evita a reprodução descontrolada que gera a superpopulação e o abandono....
Bem, lá na nosa comunidade, no Orkut, temos indicação de veterinários que fazem um preço bem mais acessível...Quanto mais jovem o bichinho, melhor. Você vai pagar menos, porque ele pesa menos.... É por iso que a castração pode ser mais barata ou mais cara. Animais mais leves, veterinários que conseguem trabalhar sozinhos (geralmente em cirurgias de machos. Fêmeas exigem um ajudante). A partir dos 5 meses você já pode castrar seu cachorrinho. A partir dos 5 meses você pode castrar seu gatinho (Acho que até antes!)....Então castre, não brinque com a saúde e o bem estar do seu amigo(a)!
Para que deixar nascer, se não haverá gente que se responsabilize realmente por aquela vida? Já pensou que o filhotinho fofo que sua cachorrinha teve pode ir parar na rua e ser atropelado? Ou viver por um tempo com fome e sede, chutado e até cruelmente machucado antes de morrer jogado numa vala? Pense bem! Com o coração e com a racionalidade que a gente costuma apregoar como nossa maior capacidade!
Não se preocupe, há tantos animais nas ruas que não tem como acabar com os cachorros e gatos no mundo!

6. Não abandonar nunca! Tente sempre doar. Um animal sente as mesmas coisas que nós sentimos...Cortar, bater, ralar, ser atropelado, perder uma pata, quebrar ossos, perder dentes e ser queimado dói em você? Dói neles também! Da mesma forma! A diferença? Nenhuma, mas a gente só sente que dói na gente, né? A dor do outro parece sempre menor e mais suportável....
Animais na rua estão sujeitos a muitos acidentes e a crueldades que você nem pode imaginar!

Se você deixa uma caixa com filhotes numa praça, em um jardim, em uma casa, nas ruas da UEL, lembre-se: eles serão mortos, mais cedo ou mais tarde. Não se engane, pensando que eles serão recolhidos e salvos pela fada madrina dos cachorros abandonados...Além disso, você está empurrando seu problema para outra pessoa, se isso acontecer....E isso é covardia, não é, não?

Para fazer a doação, basta entrar em contato com o Grupo de apoio ao SOS, no Orkut. Lá você vai encontrar, como já falei aqui, veterinários dispostos a te ajudar a castrar mais barato seu animalzinho e pessoas que vão divulgar a ninhada. Além disso, você vai ser orientado a fazer outras coisas para agilizar o processo de adoção e até aprender a orientar as pessoas a castrar e cuidar bem dos filhotes.
Se quiser mais informações, envie um e-mail para belli-rosa@hotmail.com.

Estamos esperando!

Agradecimento do Instituto Nina Rosa aos que participaram da manifestação contra o mau funcionamento do CCZ em São Paulo.

Recebi este e-mail e acho que vale muito a pena repassar. Por dois motivos: o primeiro é pela própria manifestação, pelo próprio ato de cidadania e de fraternidade.  O segundo é pelo que ela pode nos ensinar: nós temos PODER! Sim, poder de mudar as coisas que consideramos erradas neste mundo. Por que e como? As fotos dizem tudo: por meio da prática do companheirismo, da vontade em ação, do pacifismo, da organização, do exercício da cidadania...
Sem falar no exemplo para nossas crianças...
Vamos ao recado do INR: 

"VALEU!

 
Amigos da causa animal
 
Durante os últimos dias escrevemos seguidamente pedindo o comparecimento de todos à Manifestação. Assim como muitos protetores, visitamos escolas, cursinhos, academias restaurantes, petshops, casa a casa, guardião a guardião...

VALEU!

Hoje escrevemos para agradecer em nome dos animais. Agradecer a cada um de vocês que dedicou seu tempo, sua energia, sua justa indignação e sua voz a essa causa.

Esse foi só o começo. Em breve anunciaremos uma nova Manifestação em frente à Prefeitura de São Paulo. Os animais precisarão de todos nós e mais um pouco. Vamos trabalhar dobrado para que sejamos ouvidos por quem pode mudar, ou fechar.

Até lá!
 
Instituto Nina Rosa





sexta-feira, 24 de abril de 2009

Identifique seu amigo! (Clique na figura e aumente para ler)

quarta-feira, 11 de março de 2009

O papel da escola


"O único problema real do Brasil é a educação. Não estivéssemos em patamares são acanhados em nossos projetos educacionais e ponderável parcela das deficiências nacionais teria sido erradicada. O terceiro milênio é a era da educação e da informação. Se houver consciência disso, o caminho estará aberto à consecução do ideal de uma civilização peculiar, ma
is humana e mais feliz, neste imenso continente tropical.
(José Renato Nalini. Site do Instituto Nina Rosa)



"O respeito e a proteção aos animais são princípios que devem ser transmitidos às crianças, desde muito jovens, e que devem começar em casa. A idéia de que um animal sente dor e é passível de sofrimento pode despertar na criança sentimentos de respeito a natureza, auxiliando na formação de sua personalidade e colaborando para a sedimentação de posturas adequadas em relação ao meio ambiente. As crianças devem aprender que um animal não pode ser maltratado, seja ele um cão, um sapo ou uma barata, porque um ser vivo que foi criado pela natureza, tem sempre um papel no meio ambiente. O abandono de cães e gatos, além de ser um transtorno para boa parte da população, é um péssimo exemplo que os adultos dão as crianças. Com esta atitude, ensina-se o desapego, o desrespeito e a falsa idéia de que tudo é descartável." (Marília Russi de Carvalho. Site Cachorro Perdido)



"Por mais que se recolham animais abandonados de nada adiantará se a população continuar a soltá-los. É um ciclo vicioso que precisa ser quebrado. Mas, para que isto aconteça é imprescindível que seja feito um trabalho educativo. É necessário que as autoridades sanitárias, os professores, aqueles que têm acesso aos meios de comunicação, tomem consciência do problema e passem a divulgar a idéia da posse responsável. É preciso que a população aprenda a assumir suas responsabilidades sempre com a preocupação primária do respeito social." (Marília Russi de Carvalho. Site Cachorro Perdido)


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Se você perder seu cachorrinho, faça como ele....



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Olhe nos olhos deles e diga que eles não sentem....

Você é capaz? 
Dê mais uma olhada...Ainda são seres sem sentimentos para você?

O que você tem feito por aqueles que cruzam seu caminho?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Você comprou um cachorro? Precisamos conversar um pouquinho sobre isso...




Filhote de Beagle


Entenda uma coisa: 
Quem compra tem de saber o que está comprando. Você quer um cão de raça? Ok, é um direito seu, nem vou tentar te convencer a ter um vira-lata lindo que tem muito carinho para te dar e não vai te custar nem um tostão porque nós não cobramos por amigos...rsrsrsrsrsrs   Todos os cães merecem os céus todos que existirem! Com certeza!

Mas,  é bom ter certeza de que comprou realmente um cão de raça. Que me corrijam os mais sabidos na área...Quando você mistura um pastor alemão e um pastor belga o que você tem é um......o quê? Um pastor Alemão Belga? Existe essa raça? Eu não conheço....E Pinscher com Chihuahua? Um pinscherhuahua? Sei lá....Gostei da brincadeira....E Shi-Tsu com Lhasa? Um Shilha ou um Lhatsu?  Fala a verdade....com os nomes pode até ser engraçadinho, mas, amigo ou amiga, vá ao veterinário e faça o teste. Depois, procure quem te vendeu e converse seriamente, se for o caso. É direito do consumidor, não é, não? 


Bitu e seu gatinhos...


Estou dizendo isso por dois motivos. Primeiro, porque sou totalmente contra criação de animais para venda se o indivíduo não tem o mínimo conhecimento de cinofilia (estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de diferentes raças caninas).  Olha, criar cães é coisa para quem tem conhecimento e condições financeiras. São seres vivos que não podem ficar cruzando a cada seis meses para fazer as pessoas ganharem dinheiro. Quando esse tipo de coisa acontece com a espécie humana, a polícia prende. Só porque são cães vira coisa normal? Talvez seja apenas seu modo de ver. Já tentou olhar para os cães e gatos como seres vivos? Além disso, existam TANTOS animais precisando de um lar....

Quem se dana a vender animais tem de saber que eles não são sapatos nem mesmo abacates! Eles têm sentimentos,  físicos e emocionais. Quando têm problemas sofrem como seres humanos, portando doenças genéticas decorrentes de cruzas sem conhecimento. Isso não deveria ser visto como coisa "normal".  Se um animalzinho tem problemas, não pode cruzar e colocar mais animais no mundo...É o básico. Também não devem cruzar com parentes próximos, como nós....é engraçado o quanto somos parecidos....

Segundo, se você queria um cachorro de raça e está andando com um vira-lata de luxo, porque não adotar logo um vira-lata? Olha, existem de todos os tamanhos, pequeninos, grandes....! de todas as cores! branco, preto, vermelho, amarelo, marrom de olhos verdeeeees!!!  Passa na comunidade de Apoio ao SOS no Orkut e nos perfis que são ligados  a ela para você ver! 




Bem, também não estou dizendo isso para você simplesmente não querer mais seu bichinho porque pode não ser de raça pura....Claro que você deve manter seu amigo ou amiga, criatura, você já não tem amor a ele ou ela? E se for um SRD? Ele(a) tem culpa? 



E esse olhar de paixão quando te olha? E a patinha no seu colo pedindo carinho? E a confiança que ele tem de que você vai cuidar dele, hem? Você vai fazer o que com isso? Simplesmente esquecer? Ele (a) é mais uma vítima das pessoas.  Você vai abandonar o amigão ou amigona só porque não é de raça? 

E não se preocupe, a maioria das pessoas vai achar que é de raça mesmo!
Você também não achava até agora há pouco? ;-)

Beijos e boa semana!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Preciso de donos responsáveis ou madrinhas/padrinhos para castrar!

Bom, pessoal, temos um caso meio urgente aqui. Este cachorrinhos são cuidados por uma das protetoras da Comunidade de Apoio ao SOS Vida Animal de Londrina. Bem, acontece que eles não têm onde ficar e um deles já foi até atropelado. Precisamos urgentemente encontrar pessoas que se tornem seus melhores amigos! São duas fêmeas e dois machos, podemos enviar todos para castrações de baixo custo, mas precisamos de PESSOAS RESPONSÁVEIS....


Tem alguma por aí? 

Ah, eles são de Londrina, norte do Paraná, pertinho de Cambé, Rolândia, Ibiporã...MAS A GENTE ENTREGAAAA! 



Aqui está toda a família!!
Opa, quase me esqueci: a mãmae está esperando novos filhotes...e ela também precisa de casa....
É assim, gente. Já tem 4 e logo serão mais 4 e mais 4 e mais 4....a menos que castremos! 

Espero por quatro anjos bons ou dois ótimos! 
Bjs
CADÊ??????

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Atualização importante....

Não falei da comparação entre adoção de cães e de crianças, no post anterior,  porque eu a ignoro,  é a mais "sem noção" que eu conheço...sem comentários...


Ouvindo minha querida amiga Fê, abri novamente a opção de comentário.... Comentem, pelo amor de Deus, senão morro de ansiedade! 

Ah, e se você quiser ajudar o SOS Vida Animal de Londrina a ganhar 100 dólares, copie o pedido  que está aí embaixo eclique com o notão direito do mouse para copiar o endereço de URL do nammer. Ccoloque no seu blog, lá nos gadgets, lá no HTML de terceiros. ..Vai aparecer (espero...) um banner como o meu aí do lado....Bjs (Por favor, façam isso? Se não der certo, podem linkar para cá mesmo!!!)

CLIQUE E CADASTRE-SE. DEPOIS AVISE QUE FEZ ISSO NO E-MAIL ROSA-BELLI@HOTMAIL.COM AGRADECEMOS MUITO SUA AJUDA!!!! 



domingo, 18 de janeiro de 2009

Sim, eu amo animais e crianças! Não, eu não vou adotar uma criança e tenho um texto bom sobre isso...



Faz tempo que quero falar sobre isso, mas hoje tive uma inspiração...


Estou escrevendo este texto porque, muitas vezes, as pessoas me dizem a mesma coisa: 
- Por que você não cuida de crianças em vez de animais? 

Alguns são educados e fazem a pergunta de maneira sutil: 
- Vou te dar o endereço de uma creche....

Outros fazem questão de maltratar na minha frente, que é para eu entender de vez a opinião deles... 
Estava dando ração a uma cachorrinha de rua, um rapaz passou e chutou a peludinha....Óóóóóóbviamente, eu disse a ele: 
- Ô, tá doido? Para quê fazer isso? 
E ele, mais que depressa: 
- Com tanta criança na rua, você dando comida para cachorro....

Ceeeeerto, eu deveria ter levado a ração para algum orfanato ou ter usado o dinheiro para comprar uma marmita, uma quentinha para levar a alguém que eu não sabia onde estava...porque crianças passam fome e eu estava alimentando um cão! 

Cansei... eu gostaria que os "apaixonados" por crianças me respondessem a algumas questões: 

1) criança sente fome e cachorro não sente? 
2) a criança é mais importante que o cachorro? Por quê? 
3) Se a criança é mais importante que o cachorro, se devemos pensar tanto nelas e SÓ nelas, por que permitimos que existam tantas ainda nas ruas, mal alimentadas, maltratadas, etc...igualzinho a cachorros? (Vou tomar "cachorro" como uma generalização, pensem nos gatos também...)  Ah, não esqueçam das abandonadas que têm dinheiro, pois não são somente as pobres que sentem falta de muita coisa, não, viu?  Só quem trabalhou em escola particular de classe alta e em orfanatos como eu trabalhei sabe disso. 

Bem, vou tentar responder às questões que eu mesminha fiz: 

1) não, os dois sentem fome. A fome deve ser a mesma, porque são seres que precisam do mesmo tipo de alimentação para se sustentar vivos. Não dá para pensar que a fome que eu sinto seja diferente da fome de um cão...Ou dá? Alguém aí pode me dizer se o estômago de um cão também é de carne, músculos, membranas, células, sucos, fazem digestão, etc? Já repararam que o cãozinho também expele o que o corpo não aproveitou? (Sim, faz cocô, igualzinho a nós!)

2) claro que os "preocupados com as crianças"  vão dizer que elas são mais importantes...e eu volto a perguntar: 
- Por quê? 
- Ora, vão responder, são seres humanos! 

Aí vem, singelamente, a minha pergunta:

 - E no que mesmo um ser humano é melhor do que um ser não-humano, se nós somos todos construídos da mesma matéria? 

E aí, meu amigo, minha amiga, aí a coisa pega, porque serão muitos os argumentos: religiosos, filosóficos e vários outros -óficos, até que me saiam com aquela famosa: Uai, eu não sei por que é assim, só sei que é assim! Lembram, né? Puxa, deve estar errado! Vão dizer. 

Olha, pergunte para o menino da foto aí em cima, aquele que teve afastada de si a única amiga que teve na vida:  a cachorra Pretinha...ele prefere dormir na rua, passar fome a ficar sem ela...estranho, né? 

É que você pensa como todos pensam...você segue a boiada, o rebanho de cérebros que vão se atrofiando pela falta de idéias próprias e inovadoras, pelo excesso de televisão...Desculpe, de verdade, não quero ser grosseira, mas é preciso acordar! 

Olha só, me acompanha na última resposta? 

3) Sabe por que motivo permitimos que as crianças continuem nas ruas, nas calçadas, nas beiras dos rios de esgoto em que milhões moram? Porque é mentira que elas sejam importantes! 
E sabe por que as pessoas perguntam por que não cuidamos de crianças em vez de cuidar de cachorros? Porque alguém DEVERIA estar fazendo isso...e não está... Alguém DEVERIA estar cobrando isso de alguém e não está....

Então... se eu e mais um tanto de pessoas estamos gastando nossa força de trabalho (porque é só o que temos)  com animais, isso deve estar errado, não é? Será? Será que não é simplesmente mais fácil cobrar de quem está se propondo a arregaçar as mangas e fazer algo, "mesmo que" seja por cachorros?

Você aí que faz este tipo de pergunta não pode pensar que deveria estar fazendo alguma coisa, qualquer coisa, também? Bem, você não pode pensar isso, afinal de contas você não pode fazer nada agora, né? Você não tem dinheiro, não tem tempo, não tem coragem de vê-las sofrendo, batendo a cabeça na parede de tanto desespero, sendo amarradas em pernas de mesa para a mãe sair de casa para trabalhar, sendo deixadas em casa com babás para os pais viajarem....tem gente que PODERIA cuidar de crianças e não cuida, né? Fica aí gastando tempo com cachorros de rua....

Se nós esquecêssemos os cachorros e vivêssemos pelas crianças, sua consciência ficaria mais calma? Você ficaria mais tranqüilo(a)? 
E isso seria justo comigo, que tenho certeza de que os cães e todos os animais merecem a mesma chance de poder usar de suas vidas?  
Seria justo com você, que deveria se mexer em vez de me cobrar?
Seria justo com os animais, que precisam de nosso auxílio e têm seus direitos porque são seres vivos sencientes?
Seria justo com as crianças, que deveriam mesmo receber mais atenção e não somente de quem prefere cuidar de cães, como você pensa? Elas não deveriam ter atenção garantida desde que nascem? 
É justo com quem deveria usar nossos impostos para protegê-las? 

Você não acha que a resposta para a sua inquietação está além do que tem refletido sobre o assunto? 

Pense e me responda....estou esperando, hem? Vou gostar de debater o assunto...Nós precisamos mesmo debatê-lo.
Bjs

P.S.: este texto teve uma inspiração e ela está neste endereço: 

E, se você não soube da notícia sobre a Pretinha e seu dono....he, he, he inverti a coisa: 
O DIA

Separação de menino e Pretinha gera revolta

Rio - A separação de um menino de rua e sua cadela de estimação, na Operação Choque de Ordem na Praça Saens Peña, segunda-feira, mostrada ontem pelo ‘Informe do DIA’, comoveu a cidade e revoltou especialistas. Pelo menos 30 pessoas ligaram para a Suipa atrás de novidades, e até a Ouvidoria do município foi acionada por moradores indignados.

"Os governantes estão varrendo a cidade, escondendo e jogando moradores de rua como lixo. Se fazem isso com crianças, o que fazem com cães e gatos?”, reclamou a presidente da Suipa, Izabel Nascimento.

Para a psicóloga Adriana Portugal, o assunto deveria ser tratado com mais responsabilidade. “Essa amizade representava uma segunda chance. A partir do momento que o animal é retirado de forma violenta, abre-se brechas para patologias graves”, ressalta.

A cadela foi separada de seu dono, o jovem L., 14 anos, levado para um abrigo municipal. Enquanto o garoto implorava, aos prantos, de dentro da van, que levasse Pretinha, ela se equilibrava em pé na lataria.

Durante todo o dia de ontem, o movimento na Saens Peña foi grande. Pit, um cãozinho muito parecido com Pretinha — apesar de macho —, foi várias vezes confundido com a cadela. O secretário de Ordem Pública, Rodrigo Betlhem, prometeu empenho para promover o reencontro de L. e Pretinha.

Olha as fotos: 




domingo, 11 de janeiro de 2009

Série amo animais e ensino: Carlos Drummond de Andrade e os animais...

Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam. 

- Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?

- Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa. 

- Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele? 

- Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo. 

- Ele faz pincel, professora? 

- Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer. 

Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:

- Bolsas, mala, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo. 

- Vivo, fessora? 

- A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz... produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc. 

- Depois a gente come a vicunha, né fessora? 

- Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer... 

- A gente torna a corta? Ela não tem sossego, tadinha. 

- Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem? 

- A carne também é listrada?- pergunta que desencadeia riso geral. 

- Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento - não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pingüim... 

- A senhora disse que a gente deve respeitar. 

- Claro. Mas o óleo é bom. 

- Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa. 

- Pois lucra. O pêlo dá escovas é de ótima qualidade. 

- E o castor?

- Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo. 

- Eu, hem?

- Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa. 

Do couro da girafa Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não cauculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa. O biguá é engraçado. 

- Engraçado, como? 

- Apanha peixe pra gente. 

- Apanha e entrega, professora? 

- Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.

- Bobo que ele é. 

- Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo? 

- Entendi, a gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos. 

(Texto extraído de Drummond, Carlos de. De notícias e não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro, José Olympio, 1975) 

Depois perguntamos por que as crianças não demonstram piedade ou empatia pelos outros?
http://www.atica.com.br/images/materias/pdfs/pgl4.pdf
Encontrada também em Crônicas 4, quarto volume da série "Para Gostar de Ler", da Editora Ática. 

sábado, 10 de janeiro de 2009

Série adoro ensino e animais: texto para alunos mais adiantados (artigo de revista)

Bem, tentei copiar toda a página, para fazer uma contextualização bem feita, mas não deu certo. Isso seria essencial, porque reproduziríamos asituação original de produção, vamos dizer assim, que é importante para uma leitura bem feita. Entretanto, o professor sempre pode ir até a página e imprimir direto de lá. 


Vamos nos lembrar que leremos um texto de antiga denominação "dissertativa", ou seja, que comenta o mundo, mantém relações lógicas entre suas proposições, usa predominantemente uma linguagem abstrata e de nível lingüístico padrão ou o mais próximo possível.  Ele é muito bom para estudar as ligações lógico-lingüísticas entre as orações e propor novas redações para alguns trechos ou resumos e resenhas. 

Aliás, podemos fazer uma pré-leitura do texto: observe o título, o que está escrito nos links e elabore, com os alunos, uma lista de hipóteses. Durante a leitura, vá confirmando ou não essas hipóteses, chamando a atenção dos alunos para as pistas que o texto foi ou irá deixando e que permitiram as conclusões que vão ou irão alcançando. 

No final ou numa outra postagem (confesso que ando com o tempo escasso e queria muuuuito um ajudante para esse meu projetinho....), tentarei deixar algumas questões de compreensão e de alargamento do conhecimento a partir do texto. Chamo isso de leitura consciente, uma verdadeira aula de leitura, de língua portuguesa e de gramática. 

Zoofobia

Felipe A. P. L. Costa (*)

La Insignia. Brasil, outubro de 2005.

O ensino de zoologia entre nós tem um acentuado enfoque antropocêntrico. Para chegar a essa conclusão, basta freqüentar a escola ou então folhear algumas de nossas coleções didáticas de Ciências (Ensino Fundamental) e Biologia (Ensino Médio). Fixando nossa espécie no centro de todas as preocupações, o viés antropocêntrico parece querer dividir o restante do reino animal em duas metades: de um lado, os animais benéficos, muitos dos quais nós criamos (incluindo "as abelhas que nos dão o mel", "o bicho-da-seda que nos dá a seda" e "os animais domésticos que nos dão a carne, o leite, a lã e os ovos"); de outro, os animais nocivos (incluindo pragas agrícolas e vetores de doenças), muitos dos quais nós queremos exterminar [1].

Como a ênfase dada em sala de aula aos animais nocivos costuma ser exagerada e distorcida, os alunos tendem a concluir que a natureza é um lugar extremamente hostil, habitado por criaturas horripilantes e perigosas. Mal-entendidos como esse perduram pelos anos afora, até porque após a conclusão dos estudos pré-universitários a maioria dos alunos deixa de ter contato com quase todas as disciplinas cursadas no Ensino Médio. Em outras palavras, como a maioria de nossos alunos deixa de ter qualquer tipo de contato com a zoologia após ingressar na universidade, as impressões grosseiras e profundamente distorcidas recebidas durante o Ensino Médio e o Fundamental tendem a se solidificar ao longo da idade adulta. Ao invés de promover a aquisição de uma postura científica esclarecida, interessada e respeitosa, estaríamos assim colaborando para disseminar um certo sentimento de zoofobia - entendido aqui como uma aversão crônica aos animais selvagens e a tudo que eles representam [2].

A origem dessa cadeia de problemas não está, claro, nos livros didáticos, mas no enfoque antropocêntrico adotado pelos próprios programas oficiais de ensino [3]. Por sua vez, editoras e autores de livros didáticos, preocupados em atender às demandas governamentais, apenas reproduziriam as distorções programáticas. O problema vem de longe, embora as aberrações tenham adquirido ao longo dos anos uma nova roupagem. Três décadas atrás, por exemplo, durante meus anos de estudante pré-universitário, aprendíamos que certos animais eram úteis porque do corpo deles podíamos extrair a matéria-prima para a confecção de coisas como botões de camisa, pentes e tonéis de tinta. Mesmo sem incorrer em grosserias desse nível, o discurso atual não é tão diferente assim - é só trocar os produtos do passado (botões, pentes, tintas etc.) pelos "sofisticados" produtos moleculares do presente (DNA, proteínas, fármacos etc.).

Inimigos naturais, vetores, animais peçonhentos

O viés antropocêntrico costuma apresentar os animais nocivos em três pacotes principais: inimigos naturais, vetores de doenças e animais peçonhentos. Além de bastante heterogêneos, no entanto, essas categorias não são mutuamente exclusivas, isso porque um mesmo animal pode ser classificado em mais de uma delas. Por exemplo, um inseto pode ser classificado como inimigo - digamos, porque se alimenta de nosso sangue - e, ao mesmo tempo, se comportar como vetor, pois durante o repasto ele é capaz de nos transmitir agentes patogênicos.

Entre os inimigos naturais, encontramos parasitas, patógenos e predadores, além de um variado elenco de competidores. A despeito dos avanços tecnológicos, ainda servimos de hospedeiro para inúmeros parasitas (carrapatos, lombrigas, tênias etc.) e micróbios patogênicos (amebas, bactérias, fungos etc.) em todo o mundo. É verdade que muitos parasitas representam um transtorno apenas momentâneo, notadamente no caso de ectoparasitas (carrapatos, piolhos etc.), embora às vezes possam causar doenças ou problemas mais graves. Por sua vez, estamos relativamente a salvo da ação de predadores naturais. Os poucos animais selvagens que ainda poderiam ser classificados como nossos predadores, como ursos e grandes felinos, são relativamente raros ou vivem confinados em áreas mais ou menos restritas. Por fim, entre nossos competidores, encontramos animais que consomem ou tentam consumir os mesmos recursos que nós exploramos. Seria o caso dos insetos herbívoros que se alimentam de plantas cultivadas e o de alguns vertebrados carnívoros que atacam nossos animais de criação.

Já o grupo dos vetores é formado por animais que involuntariamente transmitem parasitas ou micróbios patogênicos aos seres humanos. Ainda que por si só não representem um problema grave, esses animais são responsáveis pela disseminação de muitas doenças em populações humanas. Trata-se de um grupo bastante heterogêneo, no qual reencontramos muitos de nossos ectoparasitas que se alimentam de sangue. Todavia, além de certas semelhanças na dieta (vetores comumente são hematófagos), muitos têm uma outra característica em comum: trocam de hospedeiro com freqüência, um comportamento particularmente apropriado (do ponto de vista do parasita, claro) para um candidato a vetor. Pense, por exemplo, na eficiência dos pernilongos como vetores: além de hábitos hematófagos e da troca constante de hospedeiros, eles são insetos de hábitos tipicamente noturnos. E à noite, não custa lembrar, quase sempre estamos dormindo e aí pouco ou nada podemos fazer contra eles.

Por fim, temos o grupo formado pelos temidos animais peçonhentos, às vezes também chamados (erroneamente) de animais venenosos. Vale notar que, embora peçonha e veneno sejam termos relacionados, há bons motivos para não confundirmos um com o outro: peçonha é inoculável, veneno é ingerível [4]. Quer dizer, animais peçonhentos são aqueles capazes de inocular ativamente substâncias venenosas em outros seres vivos - por exemplo, substâncias paralisantes em suas presas. Aranhas, escorpiões e serpentes são exemplos de animais peçonhentos, não de animais venenosos, pois estão munidos de estruturas especializadas para inocular peçonha: quelíceras, no caso das aranhas; aguilhão, no caso dos escorpiões; presas, no caso das serpentes.

Atirando no próprio pé

Se houvesse um ranking da zoofobia entre os brasileiros, os animais peçonhentos provavelmente ocupariam as primeiras posições. É difícil conhecer alguém que encontre uma serpente no campo, por exemplo, e não queira simplesmente vê-la morta, ou mesmo tente matá-la. Algo semelhante ocorre com os escorpiões e, em menor grau, com as aranhas. Em todos esses casos, no entanto, as reações usuais são quase sempre injustificáveis. Primeiro, porque é perfeitamente possível se livrar ou se afastar desses animais com certa facilidade, sem correr riscos desnecessários. Em segundo lugar, porque estamos diante de uma generalização grosseira, já que são raros os animais peçonhentos que de fato representam algum risco para nós: uma ou duas espécies de escorpiões, duas ou três espécies de aranhas e três ou quatro espécies de serpentes [5]. Quer dizer, mesmo os grupos de animais mais "perigosos" - e que, por isso mesmo, poderiam gerar as reações justificadamente mais zoofóbicas - são formados em sua grande maioria por espécies inteiramente inofensivas para nós.

O que dizer então da zoofobia observada em relação a grupos de animais sabidamente inofensivos, mas sobre os quais pairam pesadas nuvens de desinformação e preconceito? Veja, por exemplo, o que ocorre com morcegos e lagartixas. Qual o grau de tolerância que populações humanas urbanas ou mesmo da zona rural têm em relação à presença desses animais? No caso dos morcegos, em particular, penso que a resposta vá colocá-los bem ao lado das serpentes no ranking da zoofobia. Pouco ou nada justificaria isso, no entanto.

De quase mil espécies de morcegos conhecidas em todo o mundo, apenas três são hematófagas, das quais apenas uma (Desmodus rotundus, o vampiro ou palha-seca) pode eventualmente se alimentar de sangue humano. Nesse caso, em especial, a maior preocupação estaria voltada para o papel que os vampiros desempenham como vetores de doenças, notadamente do vírus da raiva [6]. Aqui onde moro, por exemplo, na zona rural de um município da Zona da Mata mineira, o último ataque conhecido de um morcego hematófago foi há cerca de duas décadas, em um cavalo, de acordo com a declaração de um vizinho amigo nosso, que mora aqui há 30 anos. Ele diz não se incomodar com a presença de morcegos (frugívoros, insetívoros etc.), mas não sei se essa mesma tolerância seria encontrada entre os nossos outros vizinhos.

Na verdade, é provável que o patamar de tolerância à presença de morcegos na zona rural só não esteja em níveis mais baixos por uma questão relativa, pois aqui as serpentes tendem a ocupar uma posição mais à frente no ranking da zoofobia. Já nas cidades, onde as chances de encontrar uma serpente são bem menores que as de encontrar um morcego, seria de esperar que estes últimos assumissem a dianteira do ranking. Em todo caso, estamos mais uma vez diante de uma reação exagerada e injustificada [7], embora existam exemplos ainda mais insensatos.

Um desses exemplos envolve a conhecida lagartixa doméstica ou lagartixa-de-parede, Hemidactilus mabouia. Embora esteja amplamente difundida pelo país, principalmente em áreas perturbadas, como aquelas onde prosperam edificações humanas, trata-se de uma espécie de origem africana [8]. São animais de hábitos noturnos, alimentando-se principalmente de insetos (baratas, mariposas, moscas etc.) e aranhas. Diferentemente dos animais citados até aqui, a lagartixa-de-parede não caberia em nenhum de nossos pacotes antropocêntricos usados para classificar um animal nocivo, já que a sua presença não representa qualquer risco ou ameaça real aos seres humanos. Vejamos: lagartixas não são nossos inimigos naturais (ao contrário, em muitas casas, lagartixas deveriam ser reconhecidas e condecoradas como o "faxineiro do ano"), também não são vetores de doenças (embora haja quem pense que elas transmitem o "cobreiro"), nem são peçonhentos. Mesmo assim, no entanto, lagartixas diariamente são mortas a vassouradas.

Nesse ponto, fechamos o ciclo da zoofobia: começamos com a suposta precaução, que leva muitos de nós a desferirmos golpes mortais contra uma serpente (quase sempre inofensiva), e terminamos encontrando a mais genuína insensatez, quando sacrificamos animais sabidamente inofensivos que estão nos prestando um serviço amigável gratuito. A conclusão não poderia ser outra: estamos atirando em nosso próprio pé.

Notas

* Biólogo (meiterer@hotmail.com), autor do livro ECOLOGIA, EVOLUÇÃO & O VALOR DAS PEQUENAS COISAS (2003).

1. Poderíamos, claro, pensar em categorias adicionais; como a dos animais selvagens bonitos, intrigantes ou bem-comportados, que vivem enclausurados em zoológicos, para nosso próprio e exclusivo deleite. 
2. Para uma discussão sobre os fenômenos da biofilia e da biofobia, ver Wilson, E. O. 1989. Biofilia. Ciudad del México, Fondo de Cultura Económica; e Orians, G. H. 1998.
Human behavioral ecology: 140 years without Darwin is too long. Bulletin of the Ecological Society of America 79: 15-28.
3. Nem é necessário ir muito longe; procure conferir, por exemplo, o conteúdo do programa de zoologia dos exames vestibulares de alguma universidade próxima. Meu palpite é que para cada grupo de dez questões de zoologia que caem em uma prova de vestibular, ao menos uma trata de verminoses, outra fala sobre insetos transmissores de doenças e uma terceira pergunta algo relacionado a animais peçonhentos. 
4. Para uma discussão detalhada, ver Amaral, A. 1976. Linguagem científica. SP, Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. De outro modo, diz-se que um organismo (planta, animal ou fungo) é venenoso quando partes do seu corpo contêm substâncias que provocam efeitos negativos (envenenamento ou intoxicação) em quem tenta abocanhá-lo. Muitas rãs, por exemplo, possuem o corpo recoberto por substâncias tóxicas, cujo potencial de ação pode ser percebido por animais que tenham abocanhá-las. Em certo sentido, as rãs permanecem passivas, elas não tentam injetar o veneno em outros animais. Nesse caso, portanto, dizemos que as rãs são venenosas, e não peçonhentas. 
5. De quase 80 gêneros de serpentes que ocorrem no Brasil, apenas seis abrigam espécies peçonhentas (tanatofídeos): Micrurus (coral verdadeira), da família Elapidae; Bothrops (jararaca), Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu), Bothriopsis (jararaca cinza) e Porthidium (jararaca-bicuda), todos da família Columbridae. A imensa maioria dos acidentes registrados no país envolve serpentes do gênero Bothrops (jararacas). Para detalhes técnicos, fotos e guias de identificação dos tanatofídeos brasileiros, ver Amaral, A. 1978. Serpentes do Brasil. SP, Melhoramentos & Edusp; e Borges, R. C. 1999. Serpentes peçonhentas brasileiras. SP, Atheneu; ver ainda Campbell, J. A. & Lamar, W. W. 1989. The venomous reptiles of Latin America. Ithaca, Cornell UP. No caso de escorpiões, a grande maioria dos acidentes no país envolve exemplares da espécie Tityus serrulatus, o escorpião amarelo; uns poucos envolvem o escorpião preto, T. bahiensis. Entre centenas de espécies de aranhas encontradas no Brasil, apenas umas poucas são motivo de preocupação, a saber: aranhas dos gêneros Latrodectus (viúva negra), Loxosceles (aranha marrom), Lycosa (tarântulas) e Phoneutria (armadeira). Para detalhes técnicos, fotos e guias de identificação de escorpiões e aranhas, ver Bücherl, W. 1980. Acúleos que matam. RJ, Kosmos; Schvartsman, S. 1992. Plantas venenosas e animais peçonhentos, 2a edição.
SP, Sarvier; ver ainda Polis, G. A., ed. 1990. Biology of scorpions. Stanford, Stanford UP: Lourenço, W. R. 2002. Scorpions of Brazil. Paris, Les Editions de L'If; e Foelix, R. F. 1982. Biology of spiders. Cambridge, Harvard UP. 
6. Sobre morcegos hematófagos, ver Bredt, A. & outros 10 co-autores. 1998. Morcegos em áreas urbanas e rurais: manual de manejo e controle, 2a edição. Brasília, Funasa. 
7. Afirmar que se trata de uma posição injustificada, não significa dizer que se trata de algo inexplicável. A própria zoofobia é objeto de estudo; cabe investigar, por exemplo, a origem e a manutenção de tantas reações humanas extremadas. 
8. Para detalhes técnicos e um guia de identificação da lagartixa-de-parede, ver Vanzolini, P. E.; Ramos-Costa, A. M. M. & Vitt, L. J. 1980. Répteis das caatingas. RJ, Academia Brasileira de Ciências