domingo, 9 de dezembro de 2007

Série amor aos animais - Do que são capazes os animais?

Este texto não está pronto e eu - sinceramente - espero que outras pessoas possam me ajudar a construí-lo...peço até que, por favor, façam isso! Porque também sei que há muito mais a ser dito sobre as "capacidades" dos animais...

Veja, leitor (a), que não usei a palavra "inteligência". Ela está muito desgastada! Já se descobriu haver tantas formas de inteligência entre os seres humanos...Quantas pessoas não foram perdidas, quando hoje poderiam ser úteis à si mesmas, construindo vidas plenas de realização?

O que sabemos nós, de verdade, sobre os animais? Eu tenho certeza de que, com o passar dos anos e com o avolumar-se das pesquisas, tanto será descoberto que, em algum momento, não haverá mais possibilidade de tratamento desigual. Homens e animais terão de ser tratados como iguais, como seres que partilham um espaço, um tempo e um lugar.

São espécies diferentes, sim. Mas, não importará saber se uns falam e outros não. Vai importar apenas saber dos seus direitos, nascidos da aceitação de que, mais ou menos "inteligentes" que os humanos, têm sentimentos tão próximos dos nossos que somos obrigados a lhes dar os mesmos nomes! De fato, somos capazes de reconhecê-los desde já, quando ainda não temos, toda a humanidade, essa percepção, esse conhecimento sobre os animais!

Então, vamos reunir o maior conjunto possível de dados sobre eles para tentar informar as pessoas e assim conseguir que deixem de vê-los como "coisas".

Eu escrevi este texto sob o impacto de um filme em que, na China, cães e gatos são tratados como "coisas", um pouco pior do que fazemos com as galinhas... Já vi muitos outros, mas sempre fico triste por ver seres capazes de dar tanto amor, de ajudar tantas pessoas fisicamente, de minorar sofrimentos mentais, de colaborarem em tratamentos de saúde, serem tratados tão mal! Não sei se consigo postar o filme aqui. Se não, vou deixar no meu orkut (rosa-belli@hotmail.com). Quem tiver estômago....lembre-se de nossas galinhas....


1) Papagaios: Alex, morto em setembro de 2007, falava mais de cem palavras, sabia distinguir cores e formas e contava até seis.
"Foi a partir da publicação dos estudos feitos com Alex que o mundo científico se inteirou que papagaios não só repetem sons, que também são capazes de entender conceitos e, não raro, demostram mesmo - como Alex - frustração com exercícios repetitivos. Quando Pepperberg, adquiriu Alex (em 1977) os cientistas duvidavam de que uma ave pudesse se comunicar com seres humanos, todavia, com utilizar novos métodos de ensino, Pepperberg conseguiu estimular Alex a aprender grupos de palavras, a catalogá-las, a conhecer cores, formas e a contar pequenas quantidades. Conta-se que Alex, certa feita, chamou uma maçã (que ele desconhecia o que fosse) de "banereja", o que se deu pelo raciocínio (indutivo) de que a fruta é vermelha por fora como a cereja (fruta que Alex conhecia) e branca por dentro como a banana (fruta que Alex conhecia), o que demonstra á existência do "raciocínio indutivo" e não meramente "analítico", bem como grande capacidade criativa e significativa inteligência. Há, outrossim, relatos de que Alex instruía outros papagaios no laboratório a falarem melhor quando eles gaguejavam." (Instituto Anael - http://anael.magaweb.com.br/index.php?id=155)

2) corvos: manipulam ferramentas. "que dizer então de corvos da Nova Caledônia, na Oceania, que se mostraram capazes de manipular pequenos ramos para pegar insetos em buracos estreitos? O desempenho desses animais na natureza já era considerado incrível por conta da utilização de ferramentas naturais para se alimentar. Mas o que fez a fama deles foi um teste de laboratório na Universidade de Oxford em 2002. Enquanto estudava alguns corvos, o pesquisador Alex Kacelnik flagrou a fêmea Betty criando uma ferramenta. Com o intuito de comer um pedaço de alimento colocado no fundo de um tubo de ensaio, ela transformou em gancho um arame que estava por perto. O feito ganhou destaque porque levantou a suspeita de que talvez Betty compreendesse a conseqüência do ato." (Revista Superinteressante http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml)

3) Golfinhos: podem se reconhecer no espelho, possuem ética e sentimento de grupo. Além disso, têm nomes próprios. Dois deles aprenderam a usar cerca de 30 palavras.




4) baleias: "Outro exemplo bacana é um caso curioso observado entre baleias-jubartes da costa australiana, espécie em que os machos emitem um som musical provavelmente para atrair as fêmeas. Uma verdadeira revolução cultural teve lugar por lá quando, em 1987, um grupo de cantores do Pacífico Sul abandonou totalmente sua melodia para adotar a de colegas do oceano Índico. A mudança ocorreu após um perído de convivência entre os dois bandos. Aparentemente, alguns "menestréis" que viviam na região do Pacífico se deram conta de que os colegas do Índico faziam mais sucesso com as meninas. E tudo isso graças ao canto deles. A solução foi mudar a música para não ficar no atraso com a baleiada". Revista Superinteressante - http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml)


"Outros animais que parecem ter uma inteligência apurada são as baleias. O cientista Carl Sagan descobriu que elas cantam longos cânticos ritmados que ele deduziu serem poemas épicos. Além disso, as baleias sabem contar os meses do ano da mesma forma que nós. Em janeiro elas, em meio a um de suas canções, emitem um silvo característico. Em fevereiro são dois silvos. Em março três e assim sucessivamente até o final do ano, quando o ciclo que reinicia. Se Sagan estiver certo, as baleias contam o tempo e fazem observações astronômicas. O mesmo pode ser dito dos golfinhos. No livro "Golfinho, a nova mitologia", Boris Sai conta que cientistas que haviam se deslocado para a costa do México para observar um eclipse encontraram lá milhares de golfinhos, que pareciam estar lá justamente para observar o fenômeno (o que nos faz concluir que eles são capazes de fazer cálculos astronômicos). Em uma das conferências de John Lilly uma pessoa da platéia fez um pergunta relevante: se golfinhos e baleias são tão inteligentes, por que não dominam o mundo? A resposta de Lilly foi: "Talvez eles sejam tão inteligentes que não queiram isso, dominar o mundo é só uma tentativa frustada de dominar a sua própria insegurança interna". (Site Mundo Cultural - Inteligência animal - Gian Danton - 21/09/2007)


5) macacos: algumas espécies são capazes de se reconhecer, outras usam ferramentas ou procedimentos que lhe trazem obviamente uma vantagem. Além disso todo um grupo pode mudar de comportamento pela aprendizagem. Chimpanzés caçam em grupo e mantêm relações sexuais na posição frontal.

"Também as guerras entre esses animais possuem táticas avançadas. Chimpanzés são capazes de variar estratégias de acordo com o adversário e o time à disposição para a partida". (Revista Superinteressante - http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml)


6) peixes: têm memória a longo prazo. "Graças à memória, peixes também reconhecem outros indivíduos. Ao presenciar uma luta, o animal não apenas retém informações, como cria um ranking de lutadores. No futuro, ele evitará brigas com os fortões. Cardumes também são capazes de aprender e memorizar a se desvencilhar de redes ou então viajar em formações que os protegem de predadores". (Revista Superinteressante - http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml)

7) Cães: "Recentemente dois animais ficaram famosos: o border collie alemão Rico, de 10 anos, que consegue entender cerca de 200 palavras, e Sofia, uma legítima vira-lata "puro-sangue" brasileira de 3 anos, que demonstra o que deseja por meio de um painel com diversos símbolos.
Pesquisadores descobriram que Rico não só decorou os nomes de seus brinquedos como também é capaz de pegar, em meio a objetos familiares, um outro que não conhecia, após ouvir seu nome. A conclusão é que ele conseguiu associar a palavra nova ao objeto diferente. Os cientistas agora querem desenvolver uma mini-sintaxe com o cachorro e testar se ele entende frases mais complexas, como "pegue a bola e coloque na casinha". (Revista Superinteressante - http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml)

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